sábado, 20 de março de 2010

Humor - livros - poemas


Fonte: Jornal O TEMPO
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SEM DOCUMENTO

“Caminhando contra o vento
sem lenço e sem documento.”
(Caetano Veloso)

Em 1968, na época da ditadura, o Zé Carlos já era militante do PC do B e morava numa pensão no Rio de Janeiro. Para quem não sabe, não viveu ou perdeu a memória, é preciso esclarecer que, no tempo da ditadura, ser militante de partido de esquerda era considerado crime e, portanto, quem o era exercia uma atividade clandestina.
Os registros escritos que continham a ideologia, a estratégia e as táticas para se chegar ao poder dos partidos de esquerda chamavam-se “documentos”. E “documentos” eram provas do crime, caso fossem encontrados em poder de algum militante que caísse nas mãos da polícia.
Por isso, Zé Carlos ficou muito nervoso, quando pegou com um companheiro alguns documentos do Partido que ficariam sob sua guarda. Andando nas ruas do Rio de Janeiro, o Zé suava frio cada vez que cruzava com um policial. Decidiu, então, que o melhor seria guardar aqueles documentos na pensão em que morava no Flamengo. Apesar de dividir o quarto com outros dois caras, os caras eram alienados e não entendiam nada de documentos, marxismo, revolução e outras coisas deste tipo, por isso Zé Carlos julgou que fosse seguro esconder aqueles documentos embaixo do seu colchão.
Quando ele chegou à pensão, os caras tinham saído para trabalhar. Sozinho no quarto, nosso herói ficou à vontade para esconder os documentos. Aliviado, resolveu recostar-se um pouco. Mal acabou de fechar os olhos, entretanto, o Zé escutou um barulho. E que barulho! Policiais, já naquela época, gostavam de ser barulhentos. Terroristas oficiais, adoravam impor-se desestabilizando as cabeças das pessoas com o fator surpresa e os gritos e barulhos infernais que faziam quando em diligência. E foi assim que eles invadiram a pensão onde o Zé Carlos morava, em busca de um ladrão comum que julgavam hospedar-se ali.
Zé sentou-se assustado na cama, quando os policiais invadiram seu quarto. Vendo o militante do PC do B, os agentes irromperam em direção a ele, gritando:
– Documentos! Documentos!
Atordoado, o hoje sindicalista lembrou-se dos documentos do PC do B que escondera debaixo do colchão e a primeira coisa que lhe veio à cabeça foi que os policiais o haviam seguido e sabiam dos documentos. Por isso, rápido no gatilho, respondeu aos agentes:
– Documentos? Que documentos? Eu num tenho documento, não! Aqui num tem nenhum documento!
– Não tem documento! Como, indivíduo, cê num tem documento?
– Claro que não! Aqui num tem documento nenhum!...
– Bom – confabulou um dos policiais – se ele não tem documento, vamo tê que levá o indivíduo preso para averiguação...
– Preso como? – questionou o Zé Carlos. – Preso porque não estou com documentos? Pô, num tô entendendo mais nada!...
– Mas, indivíduo – perguntou, de novo, o policial. – Cê num tem documento nenhum? Nem Carteira de Identidade, Título de Eleitor, nada?!
– Pô, Carteira de Identidade eu tenho!... – acordou o Zé, tirando a Carteira do bolso. – Tá aqui...
– E por que cê num mostrou antes, ô imbecil?
– Cês num pediram Carteira de Identidade. – Fez-se de besta o militante. – Pediram documento. Se tivessem pedido Identidade...
– Ah, o indivíduo gosta de se fazer de engraçadinho... Sabia que pode ser preso por desacato, ô sujeito?
Zé Carlos ficou calado, enquanto, após breve discussão, os policiais acharam melhor não levá-lo preso por desacato e resolveram ir embora.
Zé suspirou aliviado e tornou a deitar-se. Escornado sobre os documentos que havia escondido debaixo do colchão, dormiu seu sono dos justos pelo resto da tarde.

Do livro NOS IDOS DE 68
Luiz Lyrio
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NOS IDOSDE 68 - R$20,00




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Aracaju: Café Casual - Pça Tobias Barreto, 166 - Fone: 3211 3828.





Barbacena: Livraria Bernadete: Rua Dr. Teobaldo Tolenda,51 - Centro.




Belo Horizonte: Quixote - Livraria e Café -

Rua Fernandes Tourinho, 274- Savassi.




Salvador: EDUNEB (Editora da Universidade do Estado da Bahia)

Av. Jorge Amado, s/n° - Boca do Rio

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UNIVERSO EM DESTEMPERO
A terra, contrariada e furiosa, treme.
O vento, que assobiava, agora geme.
Eu, nessas horas, finjo que não ligo,
enquanto as pessoas buscam abrigo.

E cada um reage de modo variado:
Enquanto um, covarde, foge apavorado,
e outro, inutilmente, só esconde a cara;
a coragem, na Terra, se torna coisa rara.
O ar, vítima de asfixia, fica carregado
e o velho sol se esconde atemorizado.

Ninguém a enfrenta
e o clima esquenta.
Nuvens acinzentadas
e faíscas eletrificadas
tomam conta do céu.
Pássaros voam ao léu.

O universo todo, também a ela devotado,
cheio de raiva, transpira em bicas, revoltado.
O planeta azul fica roxo e, solidário a ela,
sem titubear, toma partido na querela.

E, então, expelidos do seu interior mais profundo,
e saindo por todos os poros vulcânicos do mundo,
devastadores, correm incandescentes rios de lava,
quando minha e/terna e linda namorada fica brava.

Luiz Lyrio
Menção Honrosa no VI Concurso Newton Braga de Poemas

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Biografia



Biografia de Luiz Lyrio

Natural de Belo Horizonte, Luiz Paulo L. Araújo, viveu a sua infância na década de 50, tendo começado a se interessar por política já nos chamados “anos dourados”. Dessa época, guarda ainda as lembranças de alguns fatos históricos (suicídio de Getúlio, governo de Juscelino, Revolução Cubana) e de discussões políticas dos adultos, que ouvia com interesse todo especial.
Na escola, recebeu formação e informações importantes de alguns de seus professores mais politizados. Fez o antigo ginásio durante a primeira metade da década de 60, tendo recordações bem vivas dos grandes debates sobre as reformas de base e do golpe de 64.
Iniciou efetivamente sua militância política no 2º grau, quando estudava no Colégio Estadual Central no Santo Antônio. Nessa época (66, 67 e 68), foi membro destacado do movimento secundarista e chegou a ter seu nome cogitado para participar de uma das chapas que disputaria a diretoria da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). No final de 68, afastou-se do movimento, desiludido com a fragmentação das esquerdas naquele momento decisivo para o movimento estudantil.
Em 1970, passou no vestibular do Premen e, em 1971, fez o curso de curta duração de História, disciplina que escolheu por favorecer um trabalho mais efetivo de conscientização política dos estudantes. Em abril de 1972, começou sua carreira de professor, lecionando inicialmente na Escola Polivalente do Barreiro. Iniciou, então, nos duros anos de repressão e censura que se sucederam, um discreto trabalho político-pedagógico.
Em 1973, transferiu-se para a Escola Polivalente de Barbacena e lecionou em vários outros estabelecimentos de ensino naquela cidade e em cidades próximas. Em 1977, criou e dirigiu o Politeatro, grupo de teatro da Escola Polivalente de Santos Dumont. Em 1979, teve participação destacada na greve dos professores que deu origem à criação do Sind-UTE, coordenou o movimento em Barbacena e Santos Dumont e percorreu cidades próximas, ajudando a consolidar a greve.
Freqüentou a faculdade (FAFICH-UFMG) numa época de refluxo do movimento estudantil e concluiu o curso de licenciatura plena de História. Em 1983, participou de todas as fases do Primeiro Congresso Mineiro de Educação. Neste grande evento, defendeu os direitos dos educadores e lutou pela democratização das escolas e por eleições diretas para diretor de estabelecimento de ensino público. Nos anos 80, redescobriu os grêmios estudantis e realizou um trabalho de incentivo e assessoria às lideranças que se destacavam nas escolas em que lecionava. A partir desse trabalho, tomou consciência da necessidade de um material sintético, porém mais completo e mais didático do que os disponíveis até a época, e que auxiliasse aqueles que quisessem organizar e manter funcionando grêmios estudantis em suas escolas. Iniciou, então, um trabalho de pesquisa que culminou com a edição do livro “Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania”.
Em 1995 e 1996, apoiado pelo Departamento de Educação da Administração Regional Oeste da PBH, começou a divulgar de seu trabalho, com a promoção de debates em várias escolas, participação em um encontro de estudantes da Regional e a divulgação seu livro no Congresso do SIND-UTE, realizado em Varginha.
Em 1998, com o apoio das varias entidades, inclusive da UMES-BH e do SINPRO-MG, lançou a segunda edição de seu livro. Em 1999, produziu e lançou uma fita de vídeo sobre os grêmios.
A partir daí, intensificou sua ação em prol do crescimento do movimento secundarista por meio de palestras, mini-cursos e seminários, e ministrou , em novembro de 1999, o relato de experiência “O Grêmio Estudantil: Um Exercício de Cidadania”, no Centro de Referência do Professor da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais.
Entre 2000 e 2010, várias de suas crônicas foram publicadas no Jornal O TEMPO. Entre 2002 e 2008, colaborou com o Jornal O ESPIGÂO, do bairro Caiçara em Belo Horizonte.
Em 2002, lançou, em parceria com escritores mineiros e de outros estados, ESTALO, o tablóide, jornal que deu origem a ESTALO, a revista, publicação literária destinada a divulgar o trabalho de autores independentes, que circulou até 2006. Ainda em 2002, participou do X Encontro de Diretores Pedagógicos e Especialistas em Educação dos Colégios Tiradentes, proferindo palestra sobre o tema “GRÊMIO ESTUDANTIL”. Durante o ano de 2003, desenvolveu, na Escola Municipal Agenor Alves de Carvalho, o PROJETO BANDEIRA BRANCA, que culminou com uma semana de debates sobre a violência em geral e a violência nas escolas. O evento contou com o apoio do CAPE, da SMED e da Regional Nordeste da PBH. Em 2004, publicou os livros NOS IDOS DE 68 e MARCAS DE BATOM. Em 2005, foi agraciado com o Prêmio Destaque no V Concurso Rubem Braga de Crônicas, com a crônica ALICE NO PAÍS DAS ARMADILHAS. No ano seguinte, ficou em 6º lugar no Concurso Fliporto de Contos (Porto de Galinhas – PE) com o conto “Para Que Caminhar?”, editado nos Anais do Festival de Literatura de Porto de Galinhas de 2006. Em 2007, publicou o livro ABDUÇÃO, teve seu conto CORPO FECHADO selecionado no VI Prêmio Literário Livraria Asabeça (São Paulo – SP) para publicação em antologia e ganhou MENÇÃO HONROSA no II CONCURSO CLAUDIONOR RIBEIRO DE CONTOS (Cachoeiro do Itapemirim – ES). Ainda em 2007, ganhou Menção Honrosa no 5º CONCURSO LITERÁRIO GUEMANISSE DE CONTOS E POESIAS, teve seu conto PASSAGEM DE ANO publicado em 2008 no livro ELOS E ANELOS da Editora Guemanisse (Teresópolis – RJ), e recebeu menção honrosa no XII Concurso de Poesias, Contos e Crônicas, promovido pela ALPAS XXI (Cruz Alta – RS). Em 2008, a Mazza Edições publicou uma segunda edição de seu livro NOS IDOS DE 68. Em 2009, publicou, pela “LivroPronto Editora”, seu livro de contos ENTRE A MORTE E A VIDA e ganhou prêmio destaque no VI Concurso Rubem Braga de Crônicas. Em 2010, foi jurado do Concurso Literário 2os Jogos Florais do Século XXI. Neste mesmo ano, foi agraciado com Menção Honrosa no VI Concurso Newton Braga de Poemas, promovido pela Academia Cachoeirense de Letras.
Aposentado como professor em 2008, Luiz Lyrio é representante do Movimento Abrace em Aracaju-SE, cidade na qual reside atualmente, Embaixador da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix - Suisse/France, Membro Correspondente da Academia Cachoeirense de Letras (Cachoeiro do Itapemirim – ES) e Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO).


Obras onde você encontra textos de Luiz Lyrio:

Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania – Luiz Paulo Araújo – Belo Horizonte, 1995.
Grêmio Livre: Um Exercício de Cidadania, 2ª Edição – Luiz Paulo Araújo – Belo Horizonte, 1998.
Nos Idos de 68 / Luiz Lyrio. – Belo Horizonte: Anome Livros, 2004.
Marcas de Batom/ Luiz Lyrio. Belo Horizonte: Edição: Estalo, a revista, 2004.
Estalo, a revista - Belo Horizonte - n° 1 a 5 - 2004-2005
Estalo, o tabloide - Belo Horizonte - n° 1 a 6 - 2oo1 - 2010
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2005.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2006.
Anais da Fliporto 2006 – Recife, PE, 2006.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2007.
Abdução / Luiz Lyrio – R & S Gráfica e Editora – Belo Horizonte, MG, 2007.
VI Prêmio Literário Asabeça 2007: antologia: poesias, contos e crônicas. – São Paulo: Scortecci, 2008.
Revista da Academia Cachoeirense de Letras – Cachoeiro do Itapemirim, ES, 2008.
Elos e Anelos. Vol I. Teresópolis, RJ: Guemanisse, 2008.
Nos Idos de 68: Edição rememorativa do quadragésimo aniversário do ano bissexto em que os jovens se tornaram sujeitos da História e quase mudaram a trajetória do mundo / Luiz Lyrio. – Belo Horizonte : Mazza Edições, 2008.
Coletânea Deslizes: poesias, contos e crônicas / coordenação: Rozelia Scheifler Rasia; organizadoras: Alba Pires Ferreira, Ilda Maria Costa Brasil, Rozelia Sheifler Rasia. – Passo Fundo, RS – Berthier, 2008.
Galeria Brasil 2009: Guia de Autores Contemporâneos/Celeiro de Escritores. São Paulo, SP: Editora Sucesso, 2009.
Nós da Poesia / Brenda Marques Pena, organizadora. – São Paulo: All Print Editora, 2009.
Entre a Morte e a Vida / Luiz Lyrio. – São Paulo: LivroPronto, 2009.
Alma Brasileira: poemas / organizadora: Sandra Luzia Stabile de Queiroz, Salvador, BA, 2010.
Olhar Andarilho: Poesias, Contos e Crônicas / Organizado por Rozelia Scheifler Rasia e Alba Pires Ferreira - Porto Alegre; Alternativa, 2010.
Abrace Revista Internacional - Ano V - Nº 11 -março de 2010.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Outros autores

No dia 14 de maio, às 19 horas, no auditório do Sindicato dos Engenheiros de São Paulo (Rua Genebra, 25, próximo à Câmara Municipal de São Paulo), ocorrerá o lançamento do Centro de Estudos da Mídia Alternativa “Barão de Itararé”. A nova entidade, que reúne em seu conselho jornalistas progressistas e lutadores sociais, tem como objetivos principais contribuir na luta pela democratização da comunicação, fortalecer a mídia alternativa e comunitária, promover estudos sobre a estratégica frente midiática e investir na formação dos novos comunicadores.






Uma justa homenagem




O nome “Barão de Itararé” é uma justa homenagem ao jornalista Aparício Torelli (1895-1971), considerado um dos criadores da imprensa alternativa no país e o “pai do humorismo brasileiro”, segundo a biografia elaborada pelo filósofo Leandro Konder. Criador dos jornais “A Manha” e “Almanhaque”, ele ironizou as elites, criticou a exploração e enfrentou os governos autoritários. Preso várias vezes, nunca perdeu o seu humor. Itararé é o nome da batalha que não houve entre a oligarquia cafeeira e as forças vitoriosas da Revolução de 1930.


Frasista genial, ele cunhou várias pérolas. Cansado de apanhar da polícia secreta do Estado Novo, colocou na porta do seu escritório uma placa com a hoje famosa frase “entre sem bater”. Político sagaz, ele percebeu a guinada nacionalista de Getúlio Vargas e respondeu aos críticos udenistas: “Não é triste mudar de idéias; triste é não ter idéias para mudar”. Militante do Partido Comunista do Brasil (PCB), Apparício foi eleito vereador pelo Rio de Janeiro em 1946 com o lema “mais leite, mais água e menos água no leite” – denunciando fraudes da indústria leiteira.




Crítico ácido dos jornais golpistas




Seu mandato foi combativo e irreverente. Segundo o então senador Luiz Carlos Prestes, “o Barão não só fez a Câmara rir, como as lavadeiras e os trabalhadores. As favelas suspendiam as novelas para ouvir as sessões que eram transmitidas pela rádio”. Teve o seu mandato cassado juntamente com a cassação do registro do PCB, em 1947, e declarou solenemente: “Saio da vida pública para entrar na privada”. Seu jornal, A Manha, foi novamente empastelado e, com dificuldades financeiras, ele escreveu: “Devo tanto que, se eu chamar alguém de ‘meu bem’, o banco toma”. Passou a colaborar com o jornal getulista A Última Hora e lançou ainda mais dois Almanhaque.

Diante da grave crise política que resultou no suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, afirmou: “Há qualquer coisa no ar, além dos aviões de carreira”. Barão de Itararé denunciou as manipulações da imprensa, foi um crítico ácido dos jornais golpistas de Assis Chateaubriand e Carlos Lacerda e um entusiasta do jornalismo alternativo. Após o golpe militar de 1964, ele passou por inúmeras privações. Faleceu em 27 de novembro de 1971. Em sua lápide poderia estar inscrita uma de suas frases prediletas. “Nunca desista de seu sonho. Se acabou numa padaria, procure em outra”.




Entidade ampla e plural


A criação da nova entidade, que atuará em parceria com várias outras que já priorizam a luta pela democratização da comunicação, empolgou jornalistas e lutadores sociais. Entre outros, integram seu conselho os jornalistas Luis Nassif, Leandro Fortes, Luiz Carlos Azenha, Maria Inês Nassif, Rodrigo Vianna, Beto Almeida, Gilberto Maringoni; os professores Venício A. de Lima, Marcos Dantas, Dênis de Moraes, Laurindo Lalo Leal Filho, Gilson Caroni, Igor Fuser, Sérgio Amadeu.

Visando fortalecer a mídia alternativa já existente, também participam os responsáveis de vários veículos progressistas – Breno Altman (Opera Mundi), Carlos Lopes (Hora do Povo), Ermanno Allegri (Adital), Wagner Nabuco (Caros Amigos), Joaquim Palhares (Carta Maior), Eduardo Guimarães (Cidadania), Renato Rovai (Fórum), Nilton Viana (Brasil de Fato), Paulo Salvador (Revista do Brasil), Oswaldo Colibri (Rádio Brasil Atual), José Reinaldo Carvalho (Vermelho).

O conselho reúne ainda lideranças dos movimentos sociais, dirigentes de entidades vinculadas à comunicação pública e comunitária – Edivaldo Farias (Abccom), Regina Lima (Abepec), José Sóter (Abraço), Orlando Guilhon (Arpub) – e integrantes de instituições engajadas na luta pela democratização da mídia – João Brant (Intervozes), João Franzin (Agência Sindical), Sérgio Gomes (Oboré), Vito Giannotti (NPC), Rita Freire (Ciranda).

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Mundo Desigual - Por Planeta Voluntários


"O maior assassino do mundo e a maior causa de doenças e sofrimento ao redor do golfo é… a extrema pobreza."


Desigualdade Social
21 países retrocederam em seu Índice de Desenvolvimento Humano, contra apenas 4 na década anterior. Em 54 países a renda per capita é mais baixa do que em 1990. Em 34 países a expectativa de vida ao nascer diminuiu, em 21 há mais gente passando fome e em 14 há mais crianças morrendo antes dos cinco anos;
No Brasil, 10% brasileiros mais pobres recebem 0,9% da renda do país, enquanto os 10% mais ricos ficam com 47,2%. Segundo a Unicef, 6 milhões de crianças (10% do total) estão em condições de “severa degradação das condições humanas básicas, incluindo alimentação, água limpa, condições sanitárias, saúde, habitação, educação e informação”.
A pesquisa ainda mostra que 15% das crianças brasileiras vivem sem condições sanitárias básicas. As áreas rurais do Brasil concentram a maioria das crianças carentes, com 27,5% delas vivendo em “absoluta pobreza”.
Segundo a OIT, os dados de trabalhadores domésticos infantis é espantoso: no Peru, 110 mil; no Paraguai, 40 mil; na Colômbia, 64 mil; na República Dominicana, 170 mil; apenas na Guatemala, 40 mil; no Haiti, 200 mil; e no Brasil – o campeão de trabalho doméstico na América Latina e talvez no mundo – 500 mil.
. Com 53,9 milhões de pobres, o equivalente a 31,7% da população, o Brasil aparece em penúltimo lugar em termos de distribuição de renda numa lista de 130 países. É o que mostra estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, divulga hoje em Brasília.
Das 55 milhões de crianças de 10 a 15 anos no Brasil, 40% estão desnutridas. 1,5 milhão entre 7 e 14 anos está fora da escola. A cada ano, 2,8 milhões de crianças abandonam o ensino fundamental. Das que concluem a 4ª série, 52% não sabem ler nem escrever.
Mais de 27 milhões de crianças vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil, e fazem parte de famílias que têm renda mensal de até meio salário mínimo. Aproximadamente 33,5% de brasileiros vivem nessas condições econômicas no país, e destes, 45% são crianças que têm três vezes mais possibilidade de morrer antes dos cinco anos.
A cada 12 minutos, uma pessoa é assassinada no Brasil. Por ano, são registrados 45 mil homicídios no País. No entanto, a probabilidade de um assassino ser condenado e cumprir pena até o fim no Brasil é de apenas 1%.
O Brasil é, segundo a ONU, o país onde mais se mata com armas de fogo. Todos os anos são mortos 40 mil brasileiros;
1,9% do PIB brasileiro é consumido no tratamento de vítimas da violência;
A Aids já deixou mais de 11 milhões de órfãos na África; o devastador avanço desta doença fará com que, em 2010, pelo menos 40 milhões de menores em todo o continente tenham perdido pelo menos um de seus pais, segundo a UNICEF. A cada minuto, uma criança morre de AIDS.
Mais de 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso à água potável no planeta, segundo dados da ONU. Outros 2.4 bilhões não têm saneamento básico. A combinação do dois índices é apontada com a causa de pelo menos 3 milhões de mortes todo ano. Um europeu consome em média entre 300 e 400 litros diariamente, um americano mais de 600 litros, enquanto um africano tem acesso a 20 ou 30 litros diários.
Um em cada seis habitantes da Terra não tem água potável para beber e dois em cada cinco não dispõem de acesso a saneamento básico.
Até 2050, quando 9,3 bilhões de pessoas devem habitar a Terra, entre 2 bilhões e 7 bilhões de pessoas não terão acesso à água de qualidade.
A fome no mundo, depois de recuar na primeira metade dos anos 90, voltou a crescer e já atinge cerca de 850 milhões de pessoas. A cada ano, entram nesse grupo mais 5 milhões de famintos.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que 160 mil pessoas estão morrendo por causa do aquecimento global, número que poderia dobrar até 2020 - contabilizando-se catástrofes naturais e doenças relacionadas a elas.
Além da morte, a desnutrição crônica também provoca a diminuição da visão, a apatia, a atrofia do crescimento e aumenta consideravelmente a susceptibilidade às doenças. As pessoas que sofrem de desnutrição grave ficam incapacitadas de funções até mesmo a um nível mais básico.
Muitas vezes, são necessários apenas alguns recursos simples para que os povos empobrecidos tenham capacidade de produzir alimentos de modo a se tornarem auto-suficientes. Estes recursos incluem sementes de boa qualidade, ferramentas adequadas e o acesso a água. Pequenas melhorias nas técnicas de cultivo e nos métodos de armazenamento de alimentos também são úteis..
Muitos peritos nas questões da fome acreditam que, fundamentalmente, a melhor maneira de reduzir a fome é através da educação. As pessoas instruídas têm uma maior capacidade para sair deste ciclo de pobreza que provoca a fome.
Fontes: Documentos internacionais, principalmente da ONU, UNICEF, OMS, FAO e UNAIDS.


Por: Marcio Demari / Diretor Presidente do Planeta Voluntários - Brasil

domingo, 29 de novembro de 2009

Eleições 2010 - Homenagem Póstuma


Faleceu o poeta e jornalista mineiro Alécio Cunha (40 anos). Ele era repórter e colunista do jornal Hoje em Dia, e estava internado desde 6 de outubro em função de um AVC, no Hospital Vila da Serra.Alécio era casado com a jornalista Márcia Queiroz e tinha um filho de 8 anos.

Alécio, entre outras qualidades, era uma pessoa extremamente acessível e aberta aos novos escritores e poetas de BH, onde trabalhava como jornalista. Todos que o procuraram e que mostraram a ele seu trabalho, contaram com seu respaldo, principalmente nas páginas do caderno de Cultura do jornal “Hoje em Dia”. Em agosto de 2008, escrevi a carta abaixo, que foi reproduzida na seção do leitor do “Hoje em Dia”:

"Todo mundo que batalha em alguma área da cultura em Minas Gerais tem uma grande dificuldade em dar visibilidade ao seu trabalho. Talentosos atores, teatrólogos, compositores, cantores, escritores e poetas, há anos, trabalham e carregam consigo a terrível impressão de que são invisíveis. É incrível como aqui tem gente produzindo coisas boas e sendo simplesmente ignorada.
Infelizmente, os jornalistas que cobrem a área cultural nas Minas Gerais ainda carregam em si uma mentalidade de colonizados e privilegiam, nas páginas de seus jornais, apenas aquilo que vem das metrópoles alienígenas, leia-se da Europa e dos EUA, e o que vem das metrópoles da cultura nacional, para ser mais específico, do Rio e de São Paulo.
A única e honrosa exceção a esta regra tem sido o jornal HOJE EM DIA. Diferente do que vemos em outros órgãos de imprensa, o CADERNO DE CULTURA deste jornal, principalmente através das reportagens do escritor ALÉCIO CUNHA, tem dedicado amplo espaço aos artistas e escritores independentes de Minas Gerais. Chega a ser comovente para muitos de nós, ver enfim reconhecido, com o espaço e o destaque que merece num grande jornal, o trabalho de muita gente talentosa que vem travando, há anos, uma luta inglória contra a invisibilidade. Como exemplos, poderia citar o destaque dado recentemente ao poeta Rogério Salgado e ao Belô Poético e a excelente divulgação dada ao meu livro, NOS IDOS DE 68, que, sem dúvida alguma, deverá parte do sucesso que espero que faça a este jornal.”

Tive a honra também de ter meu livro NOS IDOS DE 68 prefaciado pelo inesquecível poeta. Ninguém que não viveu 68 escreveu sobre a época com tanta propriedade e ternura:
“O ANO QUE NOS AQUECE

Alécio Cunha

Em 1968, nem sonhava em vir ao mundo. Naquele ano de profundas transformações no plano político e comportamental, meus pais se radicalizaram à sua maneira, casando como mandava o figurino numa cidadezinha do Sul de Minas. Nasceria só em junho de 1969, mas o ano anterior, aquele que se recusou a terminar, não deixando, de jeito algum, a presença forte do ponto final entrar em cena, para mim, sempre foi uma ampla reticência.
O ano de 1968 me persegue de forma indireta. Como jornalista, pude repercutir, em série de reportagens publicadas no HOJE EM DIA, veículo da capital mineira onde trabalho desde 1995, os ecos daquele ano especial em, pelo menos, duas oportunidades: 1998 e 2008. Tanto nos 30 quanto nos 40 anos da efervescência do maio de 68, produzi reportagens que tentaram, guardadas as frágeis proporções e limites do espaço jornalístico, entender um pouco mais o que foi aquilo tudo. E, justamente numa dessas apurações, quando resolvi, detetivescamente, descobri quem eram os jovens idealistas que participavam de uma passeata em plena Avenida Afonso Pena, no centro de Belo Horizonte, em 1968, deparei-me com a figura emblemática do professor, escritor e, para sempre, militante, Luiz Lyrio.
Do poeta, já conhecia explosões vitais de versos pulsantes em edições quase clandestinas, que não chegaram a ser conhecidas, para infelicidade dos leitores, de um público mais amplo. Da prosa do ativista, porque me recuso a usar o “ex”. Sei que uma vez guerreiro, o ser humano não tem como abandonar a utopia e o senso crítico. Torna-se escravo desta maneira diferente de contemplar o mundo. É uma pena, mas dá uma ponta de enorme tristeza quando vislumbro o horizonte ideológico vazio da grande maioria dos jovens de hoje. Refém do consumo, do ego e de doses cavalares de individualismo (o maior inimigo interno do homem), a sociedade contemporânea destila e desfila desesperança.
É para estes jovens que Lyrio parece ter escrito este relato comovente e sincero. O uso narrativo da primeira pessoa em Nos idos de 68 nada tem de confissão ególatra ou imposição de uma única e linear forma de pensar. Pelo contrário, o ideário de Lyrio é plural e complexo. Em alguns instantes de seu recuo no tempo, tem-se a impressão de que, mais do que um acerto de contas com fantasmas pretéritos, o que permanece ali é um convite à reflexão. Erros e acertos, desajustes e contradições, amor e ódio, pares-ímpares nem sempre suplementares, dão as caras em cada capítulo. Sem medo, plurido ou pudor. A dor dos que foram massacrados pelos anos sórdidos da ditadura militar não tem preço. A grande vantagem de relatos como o de Luiz Lyrio é a possibilidade das gerações mais novas conhecerem, de fato, o que aconteceu ali. Nenhum compêndio histórico, filme ou livro didático substituem a força da experiência. Quem viveu 68 – o ano que nos aquece – e sua sina sabe disso. E quem não viveu está prestes a descobrir um novo mundo.”

Alécio Cunha, autor dos livros Lirica Caduca e Mínima Memória (ambos de poesia) e Mário Mariano (ensaio de crítica de arte), nunca será esquecido. Pelo menos, enquanto existir um único ser humano que valorize a literatura e a cultura em nosso planeta.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Atenção Pela Paz






Atenção pela Paz

Plantemos, amigos, a semente da paz em nossos corações. O universo não é bandido, somos nós que cruzamos os braços e lavamos nossas mãos. Devemos lembrar sempre, não somos Pilatos, é nosso dever cuidarmos da terra e dos nossos irmãos. Muito ainda temos que recuperar, nem tudo foi perdido. Nosso bom senso e amor devem ter um grito mais alto e ecoante que o grito dos maus. Somos os predestinados a salvar o mundo em que vivemos. Salvar de nós mesmos, pois não existe outro inimigo!...
O nosso poder é maior que a nossa percepção. Não podemos continuar a destruir nossas famílias, nossos lares. Não podemos nos esquecer que acima de nós há um Deus que, apesar dos nossos defeitos, ainda nos ama. Devemos honrar esse amor e confiança. É triste vermos nossas crianças adentrarem o universo das drogas e do crime. Mas porque elas fazem isto? A moral dos povos vem se degenerando cada vez mais. Somos nós, os componentes desta sociedade, os responsáveis pela falta de amor, fé e perspectiva de vida. Falo nós somente até o ponto em que continuarmos de braços cruzados e de mãos lavadas. A partir daí, se ultrapassarmos este estágio, apesar de sermos a minoria, seremos seres capazes de edificar um mundo honesto, de amor e de paz!... Nós, artistas e escritores, temos como ferramentas nosso pincel e pena. Investir na cultura é investir na certeza de que amanhã teremos filhos melhores habitando e zelando pelos mais variados espaços desta casa chamada Natureza. Filhos com identidades próprias. Devemos desconsiderar qualquer barreira que venha dificultar a nossa união e trabalho. Devemos nos transformar numa família de fato e, lembrarmos sempre de recuperar o tempo perdido.

- Carlos Conrado – Embaixador da Paz do Cercle Universal dos Ambassadeurs De La Paix – Suisse / France.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Decreto-Lei


DECRETO-LEI DE 12 DE OUTUBRO DE 2009
A partir de hoje, proíbo terminantemente minha filha caçula de, no dia 12 de outubro de qualquer ano vindouro, deixar de ser criança. Sei que tal proibição é um pouco tardia, já que a mocinha já completou, no ano passado, vinte e cinco aninhos. Mas não tenho alternativa senão proibi-la de adultecer pelo menos uma vez por ano, já que meus três filhos, preocupados em tocar suas vidinhas sem maiores percalços, até o momento não me deram netos. E acho que eles têm razão. O mundo, lentamente, está evoluindo para o despovoamento. Nossas avós tinham vinte ou mais filhos. Nossos pais reduziram para quatro ou seis. Nós optamos por um ou dois. E nossos filhos, apavorados com a responsabilidade de colocar neste mundo cada vez mais louco e selvagem um único ser humano, preferem não contribuir para o povoamento do planeta.
É muito triste passar um dia das crianças sem ter nenhuma delas com quem brincar. É tão bom brincar! Brincar de jogar bola, brincar com o carrinho de controle remoto, com o joguinho de videogame... Melhor do que brincar sozinho é ter uma criança com quem brincar. Aí a gente pode brincar desavergonhadamente, já que temos a oportuna desculpa que estamos ali educando e ajudando um pequenino a se divertir. Se brincamos com o neto, estamos nos entrosando com ele, ao passo que se alguém nos pega brincando sozinhos, logo sugere que estamos ficando caducos.
Nesses tempos de pedófilos escancarados, brincar com crianças dos outros, com as quais não temos laços de parentesco, tornou-se algo perigoso. Não viram o italiano que foi preso por beijar a filha? Imaginem se a menina não fosse filha dele! Ele poderia até ter sido linchado. O pobre não sabe o risco que correu...
Também não quero sobrinhos netos para presentear no Dia 12 de outubro. Como o jovem casadoiro que fui, não mereço, no fim da vida, ter que dar uma de “tio” no Dia das crianças. Por isso, filha, só me resta você. Ainda está em tempo de você virar criança uma vez por ano. Vinte e cinco aninhos são apenas o começo da vida. E, para recomeçar sua nova infância, vamos fazer o seguinte: todo dia 12 de outubro, eu depositarei uma grana na sua conta e você vai me prometer que vai gastá-la toda com coisas de criança. Claro que você ainda gosta de coisas de criança! Todo mundo gosta! Umas pessoas gostam de ursinhos de pelúcia, outros marmanjos gostam de miniaturas de carros de corrida, alguns adultos amam soltar pipas. Portanto, você também ainda deve ter alguns gostos de criança. Sugiro que comece indo a uma locadora de vídeo e alugando alguns desenhos animados. Ainda ontem, assisti “A Era do Gelo 3” e “Monstros VS Alienígenas”. Eu recomendo. São ótimos! Depois vá a uma loja e compre um Ken novo. Lembra do Ken, o namorado da Barbie, que você tinha? Pois é. Lembra quando você me dizia que ele era o Ken e eu perguntava: “Ele é quem?”. E você respondia risonha e impaciente (só as crianças conseguem responder risonhas e impacientes perguntas cretinas...): “O Ken!” E eu perguntava: “Quem?”. Pois é, filha. O tempo voa, não é?
Mas eu não quero saber se o tempo voa ou não! Está decretado e você tem que me obedecer! Não estou pedindo muito. Você precisa ser criança só no dia 12 de outubro. Nos outros dias do ano, permitirei que você volte a adultecer. Mas é preciso que fique bem claro que só darei tal permissão se me prometer que, em todos os dias 12 de outubro do resto da minha vida, você voltará a ser a minha criança...

Luiz Lyrio

domingo, 11 de outubro de 2009

Posse na ALTO

CLEVANE PESSOA E LUIZ LYRIO TOMAM POSSE
COMO MEMBROS CORRESPONDENTES DA ALTO
Em cerimônia com toda a pompa e circunstância, mas onde não faltaram calor humano e simplicidade, Clevane Pessoa e Luiz Lyrio tomaram posse como Membros Correspondentes da Academia de Letras de Teófilo Otoni. A Reunião Especial de Posse aconteceu no dia 25 de outubro na Plenária da Câmara Municipal. Personalidades importantes compareceram ao evento, que também contou com a presença e a brilhante participação da juventude estudantil da cidade. Estão de parabéns a Diretoria da ALTO e todos que prestigiam a literatura em Teófilo Otoni!

Clevane Pessoa discursa na Reunião Especial de Posse.
Luiz Lyrio recebe da Presidente Amenaide Bandeira Rodrigues seu Diploma de Membro Correspondente da ALTO.